Tudo começou lá pelo fim dos anos 80 e início dos anos 90, quando os jogadores brasileiros tiveram mais vez no futebol europeu. Era motivo de orgulho quando um peixe grande lá de fora via os dribles desconcertantes do verde-amarelos daqui e os levavam para atuar no Velho Mundo.
No entanto, com a chegada da globalização dos anos 2000, isso ficou desenfreado e os jogadores brasileiros, hoje em dia, estão indo para a Europa cada vez mais cedo. Mas, será que isso é bom? Vamos analisar no que isso acarreta.
O jogador sai daqui para um grande clube europeu em seus belos 18 anos. Só que nesta idade ele ainda está em formação e indo para a Itália, por exemplo, ele terá formação italiana, futebol defensivo, e a identidade brasileira terá desaparecido. E pior... hoje em dia ele pode ir para algum clube desconhecido da Ucrânia, da Coréia do Sul ou dos Estados Unidos e a visibilidade para uma possível convocação para a Seleção perde-se junto com sua brasilidade.
Este poder econômico gerou uma elitização do futebol, só que esta elitização do hemisfério norte em relação ao hemisfério sul não para por aí. Vamos ver o preço dos ingressos. Saudades da época que eu ia na geral do Maracanã por 1 real e pagava, no máximo 15 reais para ir à uma final de Campeonato Carioca. Hoje em dia, para ver Botafogo e Ponte Preta jogarem por um jogo mambembe do Campeonato Brasileiro que nem sequer vale o título, pago 60 reais. Isso é que é elitizar! Vamos aplaudir a este jogo... uma pena que o estádio esteja tão vazio para que haja qualquer ovação.
Por fim, um de meus hobbies era colecionar camisas de futebol. Voltemos no tempo um pouquinho. Na copa de 1998, o Brasil já era vestido pela Nike e, na loja, uma camisa idêntica à utilizada pelos jogadores, com o mesmo tecido e material, custava 80 reais. Hoje em dia, pago 189 reais por uma camisa com uma qualidade bem aquém aos que os jogadores utilizam no campo. Eu até posso pagar por uma camisa igual ao que o Neymar usa, mas meu bolso teria de se despedir de módicos 250 reais. Elitizamos também os colecionadores dos mantos sagrados.
Que saudade da época que o Nilton Santos assinava contrato em branco e o Garrincha nem sequer sabia contra quem estava jogando... e ambos jogavam por amor ao futebol. Por amor à camisa.
É só, vou parar por aqui antes que comecem a elitizar o número de caracteres em blog também.
terça-feira, 31 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Retranca ou leitura do jogo?
Muito se falou que na partida de ontem, contra o Flamengo, no centenário do clássico, o Fluminense foi medroso e preferiu jogar nos contra-ataques. Abel Braga, técnico tricolor, foi taxado de retranqueiro na vitória de sua equipe, por 1 a 0, com gol de Fred.
Na coletiva, a explicação do técnico tricolor: "Observei na última partida do Flamengo, que quando eles sobrem ao ataque, utilizam cerca de sete jogadores. Quando perdem a bola, o sistema defensivo deles fica desguarnecido".
Por isso então Abel preferiu chamar o time de Joel Santana para seu campo. No contragolpe, geralmente, fazia o embate de três ou quatro jogadores em velocidade contra a defesa rubro-negra que contava com os mesmos três ou quatro jogadores, dando mais possibilidade de toque de bola.
Ele não aumento o poderio ofensivo pensando em segurar o resultado. Isso sim seria retranca. Ele o fez pensando já no contragolpe. Pensando em pegar o Flamengo com as calças na mão. Desculpem os críticos, mas aplaudo, e muito a forma como Abel Braga fez a leitura do jogo.
Na coletiva, a explicação do técnico tricolor: "Observei na última partida do Flamengo, que quando eles sobrem ao ataque, utilizam cerca de sete jogadores. Quando perdem a bola, o sistema defensivo deles fica desguarnecido".
Por isso então Abel preferiu chamar o time de Joel Santana para seu campo. No contragolpe, geralmente, fazia o embate de três ou quatro jogadores em velocidade contra a defesa rubro-negra que contava com os mesmos três ou quatro jogadores, dando mais possibilidade de toque de bola.
Ele não aumento o poderio ofensivo pensando em segurar o resultado. Isso sim seria retranca. Ele o fez pensando já no contragolpe. Pensando em pegar o Flamengo com as calças na mão. Desculpem os críticos, mas aplaudo, e muito a forma como Abel Braga fez a leitura do jogo.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Já diria o Elvis: "It's now or never", Corinthians
Sem muitos rodeios e sem ficar agourando o Corinthians com os fantasmas do passado, chegou a hora da Fiel soltar o seu grito de liberdade. Soltar esse grito ela até solta todo o jogo, mas sempre em prol de um único título. O título que falta. A Libertadores da América.
Por13 anos, o corinthiano, depois do título palmeirense, teve de ouvir que era o único clube grande de São Paulo sem a tão sonhada competição continental. E logo o Corinthians, o time mais popular do estado e o segundo mais popular do Brasil.
Sofredores, assim é classificada a torcida corinthiana. Mas como eles mesmos dizem: corinthiano, maloqueiro e sofredor GRAÇAS A DEUS. O grito da torcida fiel e apaixonada é sempre o mesmo. É o grito que estará em mosaico nas arquibancadas do Pacaembu amanhã.
Então, pela última vez, é fazer valer o grito de liberdade da democracia corinthiana. É fazer crer de que é agora e não nunca.
Então, pela última vez: VAI, CORINTHIANS!
Por13 anos, o corinthiano, depois do título palmeirense, teve de ouvir que era o único clube grande de São Paulo sem a tão sonhada competição continental. E logo o Corinthians, o time mais popular do estado e o segundo mais popular do Brasil.
Sofredores, assim é classificada a torcida corinthiana. Mas como eles mesmos dizem: corinthiano, maloqueiro e sofredor GRAÇAS A DEUS. O grito da torcida fiel e apaixonada é sempre o mesmo. É o grito que estará em mosaico nas arquibancadas do Pacaembu amanhã.
Então, pela última vez, é fazer valer o grito de liberdade da democracia corinthiana. É fazer crer de que é agora e não nunca.
Então, pela última vez: VAI, CORINTHIANS!
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