Desculpem os apocalíticos, mas os erros de arbitragem não estão aumentando não. Eles sempre tiveram e sempre estiveram presentes, em especial, nas decisões e nos jogos mais tensos. O problema é que, a cada dia que passa existem mais e mais recursos que nos dizem quando o juiz ou o bandeirinha cometeu um erro. Só que estes recursos tecnológicos não interferem na decisão dos juízes, apenas expõe o erro deles.
E aí, os tradicionais dizem o seguinte: "Se tivermos que parar a todo lance duvidoso, o futebol perde o dinamismo, justamente o que atrai no esporte". Sim, concordo. Então façamos o seguinte. Cada time terá o direito de uma revisão de jogada em vídeo. Pronto! Assim, cada técnico ou capitão julga quando e melhor utilizar o recurso.
Se o Palmeiras se sentiu garfado com o gol, visivelmente de mão, do Barcos, pedisse o recurso tecnológico. Assim, veria que o seu gol fora ilegal. Ou até o atacante, a fim de não "gastar" o único pedido de recurso em vídeo, admitiria o gol de mão e assim o futebol ficaria mais limpo.
Existem outros erros que não seria preciso o recurso em vídeo. O chip na bola por exemplo. O juiz já seria avisado pelo sensor se houve ou não o gol.
Na Copa de 2010, o Lampard fez o gol contra a Alemanha, a bola quicou lá no fundo da rede quase e o árbitro não validou o gol. Se tivesse o chip na bola, gol da Inglaterra que, àquela altura empataria a partida em 2 a 2, depois de sair perdendo por 2 a 0, dando novos ares ao jogo, que acabou 4 a 1 para os alemães.
Tradição pela dinâmica, limpeza pela tecnologia.
domingo, 28 de outubro de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
Observador: Brasil 1 x 2 México - Olimpíadas 2012 Londres
E o sonho do ouro acabou. E como é agora, eu não sei... parabéns pela honra? Essa história de derrota com honra eu já cansei! Uma derrota com honra ainda é uma derrota, então não me venham colocar medalhinha de Honra ao Mérito no peito! A medalha que se coloca está escrito: LONDRES 2012. Não estamos mais no colégio onde o importante era competir.
A verdade é que poucos ali honraram de fato a camisa da Seleção Brasileira e, sozinhos, nada poderiam fazer. Faltou alguém (mais do que somente o Thiago Silva) que defendesse o gol brasileiro com unhas e dentes. Faltou alguém (mais do que o Hulk), que chamasse a responsabilidade de chutar para o gol. Faltou alguém (mais do que o Oscar), que chamasse a responsabilidade para si. Faltou alguém (mais do que Neymar), que puxasse a marcação adversária. E faltou sobretudo comando. Eles jogaram um futebol trancado. Marcavam os gols, jogavam a bola para o alto e faziam cera.
Nós jogamos em um retângulo, perfeito, com quatro ângulos de noventa graus. E o futebol mostrado foi torto, as peças utilizadas foram ruins e a derrota veio a premiar a burrice tática de Mano Menezes. É isso, somos campeões da burrice tática de Mano Menezes.
É só.
A verdade é que poucos ali honraram de fato a camisa da Seleção Brasileira e, sozinhos, nada poderiam fazer. Faltou alguém (mais do que somente o Thiago Silva) que defendesse o gol brasileiro com unhas e dentes. Faltou alguém (mais do que o Hulk), que chamasse a responsabilidade de chutar para o gol. Faltou alguém (mais do que o Oscar), que chamasse a responsabilidade para si. Faltou alguém (mais do que Neymar), que puxasse a marcação adversária. E faltou sobretudo comando. Eles jogaram um futebol trancado. Marcavam os gols, jogavam a bola para o alto e faziam cera.
Nós jogamos em um retângulo, perfeito, com quatro ângulos de noventa graus. E o futebol mostrado foi torto, as peças utilizadas foram ruins e a derrota veio a premiar a burrice tática de Mano Menezes. É isso, somos campeões da burrice tática de Mano Menezes.
É só.
terça-feira, 31 de julho de 2012
A elitização do futebol
Tudo começou lá pelo fim dos anos 80 e início dos anos 90, quando os jogadores brasileiros tiveram mais vez no futebol europeu. Era motivo de orgulho quando um peixe grande lá de fora via os dribles desconcertantes do verde-amarelos daqui e os levavam para atuar no Velho Mundo.
No entanto, com a chegada da globalização dos anos 2000, isso ficou desenfreado e os jogadores brasileiros, hoje em dia, estão indo para a Europa cada vez mais cedo. Mas, será que isso é bom? Vamos analisar no que isso acarreta.
O jogador sai daqui para um grande clube europeu em seus belos 18 anos. Só que nesta idade ele ainda está em formação e indo para a Itália, por exemplo, ele terá formação italiana, futebol defensivo, e a identidade brasileira terá desaparecido. E pior... hoje em dia ele pode ir para algum clube desconhecido da Ucrânia, da Coréia do Sul ou dos Estados Unidos e a visibilidade para uma possível convocação para a Seleção perde-se junto com sua brasilidade.
Este poder econômico gerou uma elitização do futebol, só que esta elitização do hemisfério norte em relação ao hemisfério sul não para por aí. Vamos ver o preço dos ingressos. Saudades da época que eu ia na geral do Maracanã por 1 real e pagava, no máximo 15 reais para ir à uma final de Campeonato Carioca. Hoje em dia, para ver Botafogo e Ponte Preta jogarem por um jogo mambembe do Campeonato Brasileiro que nem sequer vale o título, pago 60 reais. Isso é que é elitizar! Vamos aplaudir a este jogo... uma pena que o estádio esteja tão vazio para que haja qualquer ovação.
Por fim, um de meus hobbies era colecionar camisas de futebol. Voltemos no tempo um pouquinho. Na copa de 1998, o Brasil já era vestido pela Nike e, na loja, uma camisa idêntica à utilizada pelos jogadores, com o mesmo tecido e material, custava 80 reais. Hoje em dia, pago 189 reais por uma camisa com uma qualidade bem aquém aos que os jogadores utilizam no campo. Eu até posso pagar por uma camisa igual ao que o Neymar usa, mas meu bolso teria de se despedir de módicos 250 reais. Elitizamos também os colecionadores dos mantos sagrados.
Que saudade da época que o Nilton Santos assinava contrato em branco e o Garrincha nem sequer sabia contra quem estava jogando... e ambos jogavam por amor ao futebol. Por amor à camisa.
É só, vou parar por aqui antes que comecem a elitizar o número de caracteres em blog também.
No entanto, com a chegada da globalização dos anos 2000, isso ficou desenfreado e os jogadores brasileiros, hoje em dia, estão indo para a Europa cada vez mais cedo. Mas, será que isso é bom? Vamos analisar no que isso acarreta.
O jogador sai daqui para um grande clube europeu em seus belos 18 anos. Só que nesta idade ele ainda está em formação e indo para a Itália, por exemplo, ele terá formação italiana, futebol defensivo, e a identidade brasileira terá desaparecido. E pior... hoje em dia ele pode ir para algum clube desconhecido da Ucrânia, da Coréia do Sul ou dos Estados Unidos e a visibilidade para uma possível convocação para a Seleção perde-se junto com sua brasilidade.
Este poder econômico gerou uma elitização do futebol, só que esta elitização do hemisfério norte em relação ao hemisfério sul não para por aí. Vamos ver o preço dos ingressos. Saudades da época que eu ia na geral do Maracanã por 1 real e pagava, no máximo 15 reais para ir à uma final de Campeonato Carioca. Hoje em dia, para ver Botafogo e Ponte Preta jogarem por um jogo mambembe do Campeonato Brasileiro que nem sequer vale o título, pago 60 reais. Isso é que é elitizar! Vamos aplaudir a este jogo... uma pena que o estádio esteja tão vazio para que haja qualquer ovação.
Por fim, um de meus hobbies era colecionar camisas de futebol. Voltemos no tempo um pouquinho. Na copa de 1998, o Brasil já era vestido pela Nike e, na loja, uma camisa idêntica à utilizada pelos jogadores, com o mesmo tecido e material, custava 80 reais. Hoje em dia, pago 189 reais por uma camisa com uma qualidade bem aquém aos que os jogadores utilizam no campo. Eu até posso pagar por uma camisa igual ao que o Neymar usa, mas meu bolso teria de se despedir de módicos 250 reais. Elitizamos também os colecionadores dos mantos sagrados.
Que saudade da época que o Nilton Santos assinava contrato em branco e o Garrincha nem sequer sabia contra quem estava jogando... e ambos jogavam por amor ao futebol. Por amor à camisa.
É só, vou parar por aqui antes que comecem a elitizar o número de caracteres em blog também.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Retranca ou leitura do jogo?
Muito se falou que na partida de ontem, contra o Flamengo, no centenário do clássico, o Fluminense foi medroso e preferiu jogar nos contra-ataques. Abel Braga, técnico tricolor, foi taxado de retranqueiro na vitória de sua equipe, por 1 a 0, com gol de Fred.
Na coletiva, a explicação do técnico tricolor: "Observei na última partida do Flamengo, que quando eles sobrem ao ataque, utilizam cerca de sete jogadores. Quando perdem a bola, o sistema defensivo deles fica desguarnecido".
Por isso então Abel preferiu chamar o time de Joel Santana para seu campo. No contragolpe, geralmente, fazia o embate de três ou quatro jogadores em velocidade contra a defesa rubro-negra que contava com os mesmos três ou quatro jogadores, dando mais possibilidade de toque de bola.
Ele não aumento o poderio ofensivo pensando em segurar o resultado. Isso sim seria retranca. Ele o fez pensando já no contragolpe. Pensando em pegar o Flamengo com as calças na mão. Desculpem os críticos, mas aplaudo, e muito a forma como Abel Braga fez a leitura do jogo.
Na coletiva, a explicação do técnico tricolor: "Observei na última partida do Flamengo, que quando eles sobrem ao ataque, utilizam cerca de sete jogadores. Quando perdem a bola, o sistema defensivo deles fica desguarnecido".
Por isso então Abel preferiu chamar o time de Joel Santana para seu campo. No contragolpe, geralmente, fazia o embate de três ou quatro jogadores em velocidade contra a defesa rubro-negra que contava com os mesmos três ou quatro jogadores, dando mais possibilidade de toque de bola.
Ele não aumento o poderio ofensivo pensando em segurar o resultado. Isso sim seria retranca. Ele o fez pensando já no contragolpe. Pensando em pegar o Flamengo com as calças na mão. Desculpem os críticos, mas aplaudo, e muito a forma como Abel Braga fez a leitura do jogo.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Já diria o Elvis: "It's now or never", Corinthians
Sem muitos rodeios e sem ficar agourando o Corinthians com os fantasmas do passado, chegou a hora da Fiel soltar o seu grito de liberdade. Soltar esse grito ela até solta todo o jogo, mas sempre em prol de um único título. O título que falta. A Libertadores da América.
Por13 anos, o corinthiano, depois do título palmeirense, teve de ouvir que era o único clube grande de São Paulo sem a tão sonhada competição continental. E logo o Corinthians, o time mais popular do estado e o segundo mais popular do Brasil.
Sofredores, assim é classificada a torcida corinthiana. Mas como eles mesmos dizem: corinthiano, maloqueiro e sofredor GRAÇAS A DEUS. O grito da torcida fiel e apaixonada é sempre o mesmo. É o grito que estará em mosaico nas arquibancadas do Pacaembu amanhã.
Então, pela última vez, é fazer valer o grito de liberdade da democracia corinthiana. É fazer crer de que é agora e não nunca.
Então, pela última vez: VAI, CORINTHIANS!
Por13 anos, o corinthiano, depois do título palmeirense, teve de ouvir que era o único clube grande de São Paulo sem a tão sonhada competição continental. E logo o Corinthians, o time mais popular do estado e o segundo mais popular do Brasil.
Sofredores, assim é classificada a torcida corinthiana. Mas como eles mesmos dizem: corinthiano, maloqueiro e sofredor GRAÇAS A DEUS. O grito da torcida fiel e apaixonada é sempre o mesmo. É o grito que estará em mosaico nas arquibancadas do Pacaembu amanhã.
Então, pela última vez, é fazer valer o grito de liberdade da democracia corinthiana. É fazer crer de que é agora e não nunca.
Então, pela última vez: VAI, CORINTHIANS!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Que atrativo o Botafogo tem?
Meus amigos, a saudação dos Saldanha.
No elenco atual, o Herrera já reclamou, o presidente já reclamou e ontem o Oswaldo de Oliveira voltou a reclamar da falta de presença da torcida alvinegra em jogos no Engenhão. Tudo bem que em um jogo relativamente fácil (ou não) contra a Ponta Preta em um domingo a noite fosse quase obrigatório colocar um bom público, mas os 4.465 pagantes não são nada mais do que reflexo do clube.
Vamos parar para analisar. Digamos que você é um torcedor que gosta de assistir aos jogos dos lados do campo, ou seja, nos setores Leste e Oeste do Engenhão e não tenha direito a meia entrada, o que deve representar a maioria desse pouco mais de 4 mil pagantes. Em resumo: este torcedor pagou 50 reais para ver o Botafogo perder, dentro de casa, para a poderosa Ponte Preta (com todo o respeito que a Macaca merece). Então eu pergunto: qual a motivação de ir ao Engenhão?
Já disse isso em diversos lugares e volto a repetir por aqui: não há time que enfrente o Botafogo no Engenhão e se sinta um azarão. Como o próprio Oswaldo disse, e aí ele acertou, o Engenhão não é mando do Botafogo, é neutro. Não pela falta da torcida, mas porque o time não se impõe em seu estádio.
Era o caso, inclusive, de demolir toda a sede de General Severiano, preservando apenas o palacete. Daí, construir um estádio com uma capacidade para uns 25 ou 30 mil torcedores. Mas daqueles que o torcedor alvinegro quase abraça o jogador que cobrará o escanteio. Em dias bons, viraria um verdadeiro caldeirão. É claro que seriam apenas jogos de torcida única, ou seja, Botafogo contra times pequenos ou contra equipes de fora do Rio. Clássico em um eventual Neo-General Severiano não daria, afinal, se rolasse confusão, o Shopping Rio Sul seria um refúgio desastroso.
Mas voltemos à torcida. Um amigo meu, certa vez citou aquela campanha de biscoito: "vende mais por quê é fresquinho ou é fresquinho por quê vende mais?" e comparou a esta situação com: "não enche estádio por quê o time perde ou o time perde por quê não enche estádio?"
Fico com a primeira opção. É só.
No elenco atual, o Herrera já reclamou, o presidente já reclamou e ontem o Oswaldo de Oliveira voltou a reclamar da falta de presença da torcida alvinegra em jogos no Engenhão. Tudo bem que em um jogo relativamente fácil (ou não) contra a Ponta Preta em um domingo a noite fosse quase obrigatório colocar um bom público, mas os 4.465 pagantes não são nada mais do que reflexo do clube.
Vamos parar para analisar. Digamos que você é um torcedor que gosta de assistir aos jogos dos lados do campo, ou seja, nos setores Leste e Oeste do Engenhão e não tenha direito a meia entrada, o que deve representar a maioria desse pouco mais de 4 mil pagantes. Em resumo: este torcedor pagou 50 reais para ver o Botafogo perder, dentro de casa, para a poderosa Ponte Preta (com todo o respeito que a Macaca merece). Então eu pergunto: qual a motivação de ir ao Engenhão?
Já disse isso em diversos lugares e volto a repetir por aqui: não há time que enfrente o Botafogo no Engenhão e se sinta um azarão. Como o próprio Oswaldo disse, e aí ele acertou, o Engenhão não é mando do Botafogo, é neutro. Não pela falta da torcida, mas porque o time não se impõe em seu estádio.
Era o caso, inclusive, de demolir toda a sede de General Severiano, preservando apenas o palacete. Daí, construir um estádio com uma capacidade para uns 25 ou 30 mil torcedores. Mas daqueles que o torcedor alvinegro quase abraça o jogador que cobrará o escanteio. Em dias bons, viraria um verdadeiro caldeirão. É claro que seriam apenas jogos de torcida única, ou seja, Botafogo contra times pequenos ou contra equipes de fora do Rio. Clássico em um eventual Neo-General Severiano não daria, afinal, se rolasse confusão, o Shopping Rio Sul seria um refúgio desastroso.
Mas voltemos à torcida. Um amigo meu, certa vez citou aquela campanha de biscoito: "vende mais por quê é fresquinho ou é fresquinho por quê vende mais?" e comparou a esta situação com: "não enche estádio por quê o time perde ou o time perde por quê não enche estádio?"
Fico com a primeira opção. É só.
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