domingo, 28 de outubro de 2012

Tecnologia ou tradição dos erros?

Desculpem os apocalíticos, mas os erros de arbitragem não estão aumentando não. Eles sempre tiveram e sempre estiveram presentes, em especial, nas decisões e nos jogos mais tensos. O problema é que, a cada dia que passa existem mais e mais recursos que nos dizem quando o juiz ou o bandeirinha cometeu um erro. Só que estes recursos tecnológicos não interferem na decisão dos juízes, apenas expõe o erro deles.

E aí, os tradicionais dizem o seguinte: "Se tivermos que parar a todo lance duvidoso, o futebol perde o dinamismo, justamente o que atrai no esporte". Sim, concordo. Então façamos o seguinte. Cada time terá o direito de uma revisão de jogada em vídeo. Pronto! Assim, cada técnico ou capitão julga quando e melhor utilizar o recurso.

Se o Palmeiras se sentiu garfado com o gol, visivelmente de mão, do Barcos, pedisse o recurso tecnológico. Assim, veria que o seu gol fora ilegal. Ou até o atacante, a fim de não "gastar" o único pedido de recurso em vídeo, admitiria o gol de mão e assim o futebol ficaria mais limpo.

Existem outros erros que não seria preciso o recurso em vídeo. O chip na bola por exemplo. O juiz já seria avisado pelo sensor se houve ou não o gol.

Na Copa de 2010, o Lampard fez o gol contra a Alemanha, a bola quicou lá no fundo da rede quase e o árbitro não validou o gol. Se tivesse o chip na bola, gol da Inglaterra que, àquela altura empataria a partida em 2 a 2, depois de sair perdendo por 2 a 0, dando novos ares ao jogo, que acabou 4 a 1 para os alemães.

Tradição pela dinâmica, limpeza pela tecnologia.